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A alta do dólar não é um apocalipse do consumo

Se você é como eu e não passa um mês sem fazer aquela comprinha básica lá fora, provavelmente está acompanhando a cotação do dólar com a mesma angústia que assiste às temporadas derradeiras de Walking Dead. Só que, em vez de zumbis, quem anda devorando o nosso poder de compra são elementos muito mais terríveis: disparada da inflação, aumento dos juros, corte de investimentos, o clima de instabilidade política e a rebordosa da crise financeira pela qual passa a Europa. O resultado dessa equação tenebrosa só não é pior do que levar uma mordida fatal de morto-vivo: a alta do dólar, que por pouco não atinge a marca recorde dos R$4,00.

Salve-se quem puder

ataque de zumbis

Com o dólar nas alturas, não vá pensando que você vai escapar da facada ao dar um tempo nas encomendas. É que o grande problema da escalada da moeda norte-americana é que ela influencia os preços de praticamente todos os produtos mais consumidos globo afora. No Brasil, o dólar é o lastro para os preços dos eletrônicos, perfumes, passagens de avião e até do pão francês, já que importamos a maior parte do trigo consumido aqui.

Mas, calma. Apesar do dólar a R$ 4,00, nem tudo está perdido, como diria o matador de zumbis, Rick Grimes. Diante da desvalorização do real, o que fazer para continuar consumindo os produtos mais desejados e de qualidade? Confira as dicas do Muito Me Importa:

1 – Viagens ao exterior:

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Sempre que o dólar sobe, as empresas de viagens disponibilizam mais pacotes para destinos domésticos como alternativa para que não tem tanto para gastar. E aí está o truque: com o aumento da demanda, as viagens nacionais também encarecem. Por outro lado, com a redução na procura por destinos internacionais, as agências, companhias aéreas e hotéis são obrigados a fazer promoções para manter a procura. Assim, é preciso comparar: sete dias em Orlando a R$2,2 mil ou sete dias em Maragogi (AL) por R$2,4mil?

2 – Produtos eletrônicos:

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Se você escolheu a viagem para os Estados Unidos, então poderá ter alguma vantagem na compra de produtos eletrônicos que no Brasil custam uma pequena fortuna. Um exemplo é o Iphone 6. Comprando na internet, em site brasileiro, que é bem mais barato que em loja física, o aparelho custa, em média, R$3,5 mil. Em um site de compras americano, o mesmo aparelho sai a U$680. Para saber qual opção vale mais a pena, é preciso converter o valor para o câmbio do dia. Em média, o preço em dólar sai abaixo dos R$3 mil, o que por si só é uma grande vantagem. Porém, a compra só vale a pena mesmo se você já estiver na terra do Tio Sam. Isso porque, ao importar um produto desses, você paga um alto valor de tributos. Além disso, nas lojas brasileiras é possível parcelar; opção mais difícil se a compra for feita fora do país.

3 – Bebidas:

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Vinhos, uísques, vodkas e licores importados têm maior valorização no mercado, principalmente por causa da qualidade. As bebidas brasileiras têm conquistado cada vez mais sua fatia de mercado, mas especialistas sempre recomendam os importados para quem quer impressionar. Com o dólar alto, os preços desses produtos no Brasil também sobem. Nesse caso, se você é expert em bebidas e não abre mão da harmonização perfeita, pesquise. É possível encontrar uma grande diversidade de sites especializados e a compra sai mais em conta que em lojas físicas. Mas, se você não é tão entendido assim e quer apenas uma bebida maneira para uma festa ou happy hour, dê preferência aos produtos nacionais, como as cervejas artesanais, que tem boa variedade de rótulos e sabores.

4 – Roupas:

roupas

Comprar roupas de marca no Brasil sempre foi muito caro. A boa notícia é que muitas marcas já fabricam seus produtos aqui mesmo, o que barateia as peças. Aliado a isso, nos últimos anos vem crescendo o número de outlets no país. São grandes espaços onde as marcas, permanente ou esporadicamente, liquidam os produtos. Neles, calças jeans, vestidos e tênis de marcas consagradas são vendidos com 50% ou mais de desconto. Dá para driblar a cotação desfavorável e encher o guarda roupas de peças requintadas.

5 – Enxoval de bebê:

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Carrinhos, babás eletrônicas e roupinhas super fofas são os mimos que as futuras mommys gostam de escolher com maior atenção quando estão grávidas. Acontece que são produtos muito caros. Quando o dólar está baixo, muitos casais optam por comprar os itens fora do Brasil. Mas, quando a moeda norte-americana sobe, é bem mais difícil pechinchar. Aqui, a dica é a mesma para os eletrônicos. Se você já estiver com viagem marcada ou conhece alguém que vai sair do país, aproveite a oportunidade. Mas, se pensava em ir a Miami só pra isso, esqueça. Comprando no Brasil, pelo menos, é possível parcelar e pesquisar preços em um conjunto maior de lojas. Se a grana está curta, considere sempre comprar pela internet.

6 – Videogames:

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Quando o Playstation 4 foi lançado no Brasil, com o dólar na casa dos R$2,10, mais ou menos, muita gente optou por viajar aos Estados Unidos e comprar o videogame lá. A avaliação é que a cotação da moeda, mais os impostos pesados no nosso país, elevavam tanto o preço do produto, que saía mais barato passar quatro dias em Miami e comprar por lá mesmo. Agora, a realidade é outra e bem menos animadora. Comprando lá ou aqui, o consumidor vai gastar bastante. No Brasil é possível encontrar o videogame a partir de R$1,9mil. Nos Estados Unidos, ele pode sair por US$ 310. Mais uma vez, a lógica é: se você já está com viagem marcada para lá, compre. Na conversão ele sairá a cerca de R$ 1,2 mil. Mas se estiver por aqui, não perca tempo em importar. As taxas não vão compensar.

7 – Maquiagens:

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Se tem um setor que nunca está em crise é o que mexe diretamente com a vaidade feminina. Pouco importa se está caro ou barato. Se a sua mulher quer um batom que deixa os lábios carnudos à la Angelina Jolie ou máscaras que deixam os cílios mais sedutores, não adianta, ela vai comprar. A dica aqui é: procure pelas lojas que dão descontos progressivos ou parcelam sem juros e em reais. A maior fria é comprar produtos em dólar no cartão de crédito. Além do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) ser pesado, o valor real da compra corresponde, na verdade, à cotação do dólar do dia do vencimento da fatura e não do dia da compra. E como a moeda está muito volátil, é possível – e imprevisível – um grande aumento ou queda. Vai querer, literalmente, pagar pra ver?


Independente do seu poder aquisitivo ou da cotação do dólar, o mais importante ao comprar é estar sempre atento à relação custo – benefício e avaliar com cuidado a importância que o objeto do seu desejo terá para você. O momento é de privilegiar experiências e pechinchas em vez de produtos que você vai usar poucas vezes ou que irá sofrer desvalorização em curto espaço de tempo. Antes de tudo, você deve se perguntar: vale a pena comprar agora? Avaliar a necessidade de adquirir determinado produto é a sua primeira atitude para fugir de compras que pesam muito mais no bolso com a volatilidade da moeda.

Aí você me diz: “Dane-se, Marcos, quero comprar mesmo assim”. Ora, então pegue todas suas armas (e cartões de crédito) e prepare-se para proteger o bolso do apocalipse das cotações. Depois conta pra nós sua tática de sobrevivência em meio a dividendos tão inóspitos quanto à cidade fantasma de Walking Dead. A gente se vê do outro lado!

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